18 de dezembro de 2015

Delírio mal-escrito - Releituras [12]


Armando é um sujeito malandro e boa gente.
Sua mãe era viciada em farinha.
Chegou o dia que nem dinheiro tinha.
O traficante cobrou e o bebê Armando ela entregou.

O tempo passou e a mulher evoluiu.
Buscou a conversão seguindo a Deus.
Com um Pastor ela casou e o negócio prosperou.

Enquanto isso, o menino seguia sua vida.
Muitas vezes ele nem via comida.
Brincava com uma pistola acertando passarinhos.
E tudo isso era sua alegria.

Armando cresceu e ganhou o mundo.
Arrumou uma bela namorada.
Que dividia com mais uns 12 camaradas.

Entrou no ônibus e assaltou de mão vazia.
Pedindo dinheiro para a refeição do dia.
O alimento nem mesmo ele sabia.

Aquilo era pouco pra sustentar.
Muito mais ele queria ganhar.
Comprou uma moto e foi assaltar.

Roubou, assaltou, enganou ...
Porém, nunca tinha matado.
Sorte dele pois não tinha advogado!

Mas o tempo passa e massacra.
Certo dia, entrou no ônibus.
Dessa vez, com um fuzil.

E o destino cruzou-o com sua genitora.
Sem saber, ele continuou o assalto.
Ela começou a rezar.
Armando ficou nervoso e gritou.
Não parou e um hino ela entoou.
O disparo ecoou e o chão ela beijou.

Armando foi preso.
Estampou a capa do jornal.
Gerou fama para o policial.
Ganhou apelido: ' Armando, o Cruel'.
E agora me pergunto: qual a maior crueldade dessa história (?).


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