20 de dezembro de 2013

A menina da risada - Entretanto [2]


Era mais um dia, comia com alguns amigos e colegas no restaurante da universidade e algo marcou aquele momento: uma risada. Uma menina que chegara recentemente no campus tinha uma risada notória, talvez um tanto exagerada. Mas, fora este episódio, nada de diferente aconteceu naquela refeição.

Os dias passaram [...], eu nem lembro o que fazia naquela tarde chuvosa. Um amigo me convidou para jantar no mesmo restaurante do episódio acima. Disse que iria bandejar (verbo criado para designar as refeições feitas em bandejas) com sua namorada e uma amiga dela. Prontamente aceitei o convite.

O céu já estava ficando escuro, era início do anoitecer, uma chuva fina ainda caía. Fomos em direção ao restaurante e meu amigo disse que passaríamos em frente à biblioteca central da universidade, onde elas nos aguardavam. Pouco mudaria nosso caminho e não vi maiores problemas.


Conforme nos aproximávamos, vi duas meninas: uma delas era a namorada do meu amigo, mas a outra .. não podia ser! Ela vestia uma blusa preta que fazia belo contraste com sua pele branca, seus cachos estavam perfeitos, parecia que acabara de tomar um banho de rosas, usava um brinco que agregava certo tom de mulher fatal, mas seus olhos brilhavam e refletiam doçura e ingenuidade. Quando a beijei no rosto, senti um cheiro tão bom que torna-se impossível descrevê-lo. Sim, era a menina da risada. E naqueles instantes me apaixonei!

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