29 de janeiro de 2013

Crescente - Releituras [4]


Hoje eu acordei De Cara! De Cara com a (minha?) vida.
Estou mais chato que o normal, quase angustiado (ou sufocado, talvez).

Não me vejo melhor do que ninguém, mas sinto-me estranho.
Tenho gostos diferentes, hábitos incompreensíveis!
Reações inesperadas (eu não me entendo!).

Eu amo poucas coisas; descobri, há pouco tempo, que amo a interrogação.
A mais bela das formas? Não sei também, mas sei que amo.
Pago caro por amá-la! Poucos gostam dela pelo [grande] desconforto gerado.
Não gostando dela, quase que por tabela, tampouco gostam de mim.

Eu só queria não sofrer por questionar!
Sou julgado por isso, mas também não posso querer que me poupem.
É o preço que se paga por nossas ações e tanto mais.
Também descobri que pratico algo (talvez adquirido por meu culto à dúvida).
Acho que tenho tentado pôr Sociologia em todas as questões. Eu me rendo: to perdido!

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9 de janeiro de 2013

Quase um Puerpério - Releituras [3]


Exclamação é reta!
O que é reto me parece justo!
Mas eu não compreendo a justiça!

Ponto não tem dimensão.
E ponto final me soa conclusão.
Mas eu não consigo concluir quase nada.

Interrogação é curva?
E, portanto, imprecisa?

Perguntas são reflexivas (pra alguns)
Questionamentos são ironias (disfarçadas)
Dúvidas são alicerces (e demolições)
Incertezas são verdades (não absolutas)
Indagações são pílulas (transparentes)

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7 de janeiro de 2013

O preço - Referências [1]


Eu não conseguiria dizer isso tão bem:

"Resta a minha fidelidade às minhas opiniões que teimo em tornar públicas, o que me tem valido muitas tristezas e sucessivos exílios. Mas sei que minhas opiniões, todas as opiniões, não passam de opiniões. Não são a verdade. Ninguém sabe o que é a verdade. Meu passado está cheio de certezas absolutas que ruíram com os meus deuses. Todas as pessoas que se julgam possuidoras da verdade se tornam inquisidoras. Por isso é preciso tolerância."

Trecho do artigo 'Resta ...' de Rubem Alves.
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