14 de novembro de 2012
Tratado da Permissão - Releituras [2]
Deixe-me!
Escrever-te-ei, mas não conheço a próclise
Deixe-me escrever versos sem rima.
Eu nem compreendo a métrica.
Permita-me ser nada querendo muito
Permita-me dizer tudo sendo sucinto.
Posso ser acadêmico, sem vaidade, e não citar a fonte?
Deixe-me fazer rock com uma sanfona
Posso ser racional e amar (muito).
[Ainda] Posso ser descrente e ter (alguma) fé.
Permita-me voar sem sair do chão
Permita-me dizer a verdade sem ter que prová-la.
Deixe-me ir pensando em ti
E nunca partir!
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